AT7. PV - Segunda Seção do TCC
AVALIAÇÃO DE TODO O TRABALHO REALIZADO - ESCRITA DA SEGUNDA SEÇÃO (CAPÍTULO) DO TCC
Este
texto tem por finalidade fazer uma avaliação de todo o trabalho
realizado na UME Profª Elza Silva dos Santos – Cubatão/SP no que se refere a
implementação do Plano de Intervenção, apontando principais
avanços e dificuldades, bem como, como se deu a participação da comunidade
escolar, especialmente o Conselho Escolar, tendo como premissa o princípio
constitucional de gestão democrática do ensino público.
Considerando que a Gestão Democrática no contexto escolar se caracteriza
pela preocupação em organizar ações conjuntas, buscando uma melhor qualidade do
ensino, a escolha do Projeto de Intervenção - construção
de um novo PPP - justificou-se pela necessidade de atualização de
dados condizentes com a realidade da escola e mobilização da comunidade escolar
com vista a uma participação mais ativa.
Cabe
ressaltar que a elaboração do PPP da escola Profª Elza Silva dos Santos está seguindo as
diretrizes e orientações da Secretaria Municipal de Educação de Cubatão, levando-se
em conta a participação efetiva dos vários segmentos escolares, consolidando assim,
a Gestão Democrática.
As
diversas etapas para a construção do Projeto-Intervenção (PI) ocorreram com o
propósito de verificar junto à comunidade escolar, por meio de reuniões,
pesquisas, debates, diálogos pautados na reflexão coletiva e outras
estratégias, não apenas as necessidades da escola, mas também a reflexão
teórica sobre os avanços e os desafios, as dificuldades e os obstáculos, os
aspectos negativos que ainda se mostraram presentes na instituição de ensino e,
portanto, merecem um olhar especial da gestão escolar.
Nesse
sentido, a produção do PI vincula-se diretamente ao princípio da gestão
democrática, em que a tomada de decisões é um ato de construção coletiva que
envolve a equipe gestora, os diversos segmentos da escola e de toda a
comunidade escolar. Portanto, construir um Projeto de Intervenção de maneira
democrática e coletiva, em compatibilidade com o Projeto
Político Pedagógico da escola, requer uma clara reflexão conjunta sobre
as possibilidades de adoção de mecanismos de controle, como:
execução, monitoramento, participação e avaliação dos resultados.
Embora
o princípio da gestão democrática esteja fundamentado na Legislação vigente, as
pessoas ainda não estão preparadas para construir uma educação em regime de
colaboração, estando a escola, ainda, em processo de construção e
conscientização da comunidade escolar acerca dos aspectos referentes
à importância do seu engajamento no processo educativo.
Entende-se,
pois, que a verdadeira democratização da educação não se configura apenas com a
abertura de espaços para a participação da sociedade, é necessário que haja a
socialização dos processos por meio de trocas, diálogos, participação, tomada
de decisão, discussão, negociação, autonomia e encaminhamento das demandas, a
fim de que o sucesso escolar seja reflexo de sua qualidade.
Parece, pois,
que o desafio atual é construir
uma escola em que a participação dos pais e da comunidade escolar seja realmente efetivada, partindo das experiências
e dos debates à
prática de ideias que orientem o
fazer pedagógico.
Então, para os
gestores escolares, que tem como responsabilidade social o exercício da gestão
democrática/participativa, numa perspectiva de cogestão, de compartilhamento
de responsabilidades, o desafio está exatamente no
estabelecimento de práticas de planejamento participativo, na
firmação de parcerias, na consolidação da participação dos pais, alunos e
funcionários, na efetivação da comunicação
e socialização de informações, entre outras atividades, que visem aproximar a
comunidade da escola.
Deste modo, a construção
do PPP deve passar da teoria à prática, pois este deve ser visto como um processo de trabalho coletivo da escola,
devendo ser vivenciado nos diversos momentos e etapas
e, reconstruído constantemente,
como um processo de permanente reflexão e
discussão dos problemas, das propostas; por todos os envolvidos com
o processo educativo.
A esse respeito,
a proposta desse curso trouxe à luz da discussão o processo de construção do
PPP da UME Profª Elza Silva dos Santos – Cubatão/SP, que ao ser analisado, a equipe gestora da unidade
sentiu a necessidade de revê-lo, visto que o mesmo estava com o prazo vencido,
a realidade não era a mesma descrita no documento, a clientela atendida havia
mudado, os projetos elencados não mais faziam parte do cotidiano escolar, a
equipe técnica, o grupo de funcionários e professores também não eram os mesmos
e, os índices, metas e objetivos apontados também não demonstravam a realidade
atual.
Para garantir o
perfil coletivo da construção, realizou-se, primeiramente, uma reunião com Conselho de Escola e
Associação de Pais e Mestres focada na apresentação dos argumentos
apontados acima, na análise do Projeto Político Pedagógico existente na escola,
na necessidade de construir um novo documento, na organização de cronogramas
para reuniões com os diversos segmentos da escola, no levantamento de sugestões
de temas a serem discutidos, no debate com a comunidade acerca de propostas de
intervenções e também na proposta de elaboração do Plano de Intervenção.
A organização e
acompanhamento das atividades de planejamento na escola levam-nos à reflexão,
com base em dados concretos, sobre a necessidade de se conhecer a realidade
escolar, a compreensão crítica das causas da existência de problemas, bem como
suas relações e suas mudanças, a proposição de ações alternativas, o
estabelecimento de metas, de objetivos e de prazos. Ajudam-nos também a visualizar
a escola que queremos e como ela se organiza e se articula, para então,
promovermos as ações do PI, de maneira planejada e organizada.
Para isso, é
importante que todo o processo seja registrado, pois sem o registro perde-se a
memória do que ocorreu, prejudicando a continuidade da ação. Assim, é possível
verificar se o que foi planejado está realmente sendo feito e para que se possa
conhecer as dificuldades e efetuar possíveis correções.
As reuniões,
previamente agendadas, sustentadas no diálogo, tiveram como foco a participação
efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, o respeito aos processos
de tomadas de decisões coletivas, em busca de melhorias na qualidade
do ensino oferecido e a garantia de acesso às informações.
Como forma de socializar as
informações foi utilizado meios eletrônicos como o facebook e o blog
institucional, com o objetivo de criar
um espaço que promovesse a interação com a comunidade escolar, compartilhar
informações, promover o diálogo, trocar experiências e construir novos
conhecimentos. Outro meio que oferecemos como forma de divulgar as ações da
escola é o mural, localizado na entrada da escola, onde os textos, atas e
encaminhamentos das reuniões são disponibilizados à comunidade que não tem
acesso à internet.
Por meio de
questionários e entrevistas foi possível analisar e tabular dados como o fazer
pedagógico, a frequência, a evasão, o aproveitamento escolar, os índices
de aprendizagem, o estabelecimento de metas, os objetivos, o
acompanhamento da utilização dos recursos financeiros, a delimitação
da missão da escola, aspetos relativos às questões sociais da comunidade, os perfis
dos estudantes e dos professores.
Em busca de construir a
identidade da escola, por meio de pesquisas, entrevistas e levantamento de
dados foi possível obter também informações preciosas a respeito da comunidade
local e escolar, da caracterização do município, da criação do bairro e da
escola e, do patrono da escola, elementos estes, fundamentais à construção do
PPP.
No
decorrer das pesquisas, discussões e análises dos processos e procedimentos
adotados diagnosticou-se o quão importante é a participação e
integração da comunidade escolar, no sentido de direcionar ações com
um explícito compromisso definido
coletivamente.
No
entanto, nossa comunidade é caracterizada por apresentar baixo nível de
escolaridade e alto índice de analfabetismo, por isso, os primeiros encontros aconteceram de forma tímida. Poucos pais
expressaram sugestões ou contribuições, por não compreenderem a dimensão do
processo educativo. A maioria aguardava o direcionamento das ações por parte
dos professores, gestores ou funcionários. Pode-se dizer, porém que a
participação da comunidade cresceu de maneira significativa, quando resolvemos
alterar a maneira de vê-la. Modificando os instrumentos de verificação,
passaram a apontar avanços e poucos aspectos negativos, demonstrando também uma
valorização crescente do papel da escola em suas vidas.
Com
a finalidade de proporcionar um ensino de qualidade, a comunidade escolar desta
UME, juntamente com os Conselheiros de Escola, membros da APM, professores,
funcionários e equipe gestora se reuniram em reuniões pontuais para tratar do construção
do PI elencando pois, os problemas observados na unidade escolar, estabelecendo
prioridades, propondo soluções viáveis e, apresentando metas e prazos.
Assim, ficou
definido junto com a comunidade escolar o estabelecimento de cinco categorias
para análise.
I.
Relação ensino-aprendizagem: Outra questão definida como prioridade pela
comunidade escolar foi a garantia de qualidade do ensino oferecido. Dentre os itens elencados, os prioritários foram: alunos
com baixo rendimento escolar; distorção de idade-série; insuficiência de
professor auxiliar para turmas com alunos com NEE; frequência irregular dos
alunos; ausência de devolutivas aos professores quanto aos encaminhamentos e
atendimentos de especialistas (fonoaudiólogo, psicólogo, neuropediatra...);
carência de professores substitutos para atender a demanda da unidade; escassez
de livros didáticos; excesso de transferências e matrículas suplementares e,
necessidade de mais tempo para planejamento.
II.
Infraestrutura:
Nossa
comunidade escolar apontou necessidades de melhorias na infraestrutura da
escola.
Essa prioridade se manifestou nos seguintes itens: construção de uma nova cobertura para o
bloco C, que foi retirada há um ano, devido ao risco de desabar, sendo que este
é o único acesso dos alunos às outras dependências da escola (banheiro,
refeitório, quadra, pátio) e quando chove as crianças acabam se molhando;
ausência de espaço físico adequado para desenvolver projetos como: Mais
Educação, Mais Cultura e Recuperação Paralela; ausência de uma
sala ambiente para Arte; proteção com pneus para o jardim do parque, a fim de
evitar acidentes com as crianças; revestimento da parede do refeitório com
azulejos para facilitar a limpeza e tornar o ambiente mais agradável; adequação
do espaço destinado ao recreio, pintar jogos de chão, adquirir jogos para
divertimento e pedagógicos, cobertura do ambiente; ausência de almoxarifado,
tal fato faz com que todos os materiais que chegam à escola sejam depositados na
sala de leitura, tornando-a inacessível; ausência de um departamento
responsável pela manutenção do laboratório de informática, o que faz com que a
APM da escola tenha que arcar com possíveis despesas e manutenção do prédio em
geral: limpeza da calha do pátio, fiação elétrica, ar-condicionado, esgoto,
limpeza de caixa d’água, entre outros.
III. Formação continuada e valorização
dos profissionais da educação: Pensando na
importância da formação continuada docente para o exercício da prática
pedagógica e, principalmente, para a transformação da mesma, nossa unidade
escolar conseguiu oferecer em 2014,
duas formações aos docentes, sendo elas “Contação de histórias” e “Distúrbios
de aprendizagem x dificuldades de aprendizagem com ênfase na dislexia”. Quanto
à valorização dos profissionais da educação, nossa escola, bem como outra
escola do bairro está empenhada em protocolar uma solicitação junto à Seduc de
gratificação por exercer atividade em local de risco, visto que nossa escola se
encontra em um bairro cujo risco social é elevado, esta situada em uma área de
difícil acesso, é uma comunidade onde a violência e a venda de entorpecentes
são constantes.
IV. Gestão de recursos e processos:
Numa gestão democrática, as reuniões do Conselho de Escola e APM são espaços
privilegiados em que são levantadas e discutidas as necessidades e prioridades para atender adequadamente às exigências do
processo educacional. Nesse sentido, os
diversos segmentos da escola apontaram como prioridades que interferem
diretamente no processo educativo e administrativo: ausência e/ou oscilação
constante da internet; problemas com telefonia, que por vezes faz apenas
ligações para telefones fixos. Problema considerado grave, pois 90% de nossos
alunos só possuem celular para que possamos entrar em contato com seus
responsáveis; falta de materiais fornecidos pela Seduc: folhas sulfite, papel
higiênico e sabão; escassez de merenda escolar. O que faz com que
frequentemente tenhamos que utilizar recursos da APM para adquirir alguns
itens.
V.
Integração
Escola-Família: sabe-se que para priorizar a parceria
entre a escola e família é necessário estabelecer vínculos com a comunidade
escolar, incentivar a participação desta nos órgãos colegiados, no processo de ensino aprendizagem, nas reuniões e nas
atividades culturais da escola. E é nesse sentido que estamos reunimos esforços
a fim de sensibilizar toda comunidade escolar quanto à importância da
participação e envolvimento de todos nas tomadas de decisões.
Assim, a parceria escola-comunidade é indispensável para
uma Educação de qualidade, que busque caminhos para a sua melhoria. Portanto,
uma escola que almeja atingir seus objetivos educacionais tem que manter uma
boa relação entre familiares, gestores, professores, funcionários e estudantes.
Essa relação
deve ocorrer no sentido de favorecer a aprendizagem do aluno, promover o bem
estar deste na escola e assegurar sua permanência com qualidade na instituição.
Para tal, nossa
escola não tem medido esforços para tentar diminuir a distância entre escola e
comunidade. Nossas ações estão centradas em estabelecer uma relação mais
próxima com as famílias e a comunidade escolar por meio de projetos, reuniões,
festas e uma postura de acolhimento às contribuições que a família pode dar.
Assim, em
reuniões para tratar da construção do Projeto Político Pedagógico de nossa
unidade escolar, conseguimos elencar os objetivos e as metas do Plano de
Intervenção, a partir das prioridades levantadas em reuniões anteriores.
Para facilitar a
exposição foi utilizada a seguinte estratégia: delimitação das prioridades,
seguida dos objetivos e metas.
I. INTEGRAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA
OBJETIVOS GERAIS
- Incentivar o envolvimento e interação da comunidade, com vistas a uma participação ativa.
- Mobilizar a comunidade a buscar melhorias para o bairro e vias de acesso junto à administração pública da cidade.
- Conscientizar a comunidade escolar sobre a importância de sua contribuição para o bem estar da comunidade.
- Conscientizar a comunidade sobre a importância da cidadania e da dimensão política.
- Oportunizar atividades para aproximar pais de alunos e comunidade escolar da escola.
- Buscar a participação, envolvimento e interação com a comunidade, permitindo que a mesma utilize e valorize o espaço escolar.
- Construir um relacionamento harmonioso de forma que os pais percebam a importância de sua participação para a concretização de uma Escola de qualidade.
- Articular ações do SUS às da educação, de forma a ampliar o alcance e o impacto de suas ações relativas aos estudantes e suas famílias.
METAS: OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Convidar a comunidade a constituírem a APM e Conselho de Escola.
- Formação de grupos para debater assuntos pertinentes à escola.
- Levantamento de profissões, habilidades e interesses dos pais para auxiliar a escola em pequenos afazeres.
- Desenvolver projetos que envolvam a participação de pais e membros da comunidade em atividades práticas da escola.
- Incentivar a comunidade, com vistas a uma participação ativa nas atividades escolares.
- Mostrar à comunidade escolar a importância de sua participação nos processos de construção e decisão dentro e fora da escola, pautados na democracia e no bem estar coletivo.
- Socializar informações por meio de debates, reuniões de pais, C.E. e APM, grupo de estudos, a fim de que motivem a participação de todo o segmentos escola e comunidade.
- Fortalecer a participação comunitária nas políticas de educação básica e saúde.
II. RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM
OBJETIVOS GERAIS
- Trabalhar na criação de condições para que haja um processo de ensino aprendizagem adequado à realidade do aluno, bem como adequá-lo às suas necessidades.
- Reorganizar os acompanhamentos e organização pedagógica da unidade.
- Reavaliar constantemente a proposta pedagógica e curricular da unidade para que possam ser desenvolvidas de forma eficaz.
- Atingir a meta do IDEB da escola, estabelecida para 2015.
- Corrigir o fluxo de alunos com distorção idade-série.
- Diminuir índices de repetência, evasão e abandono escolar.
- Promover uma educação de qualidade.
- Incentivar e orientar o grupo discente a formar o grêmio da escola.
METAS: OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Elevar a qualidade de ensino oferecida.
- Alcançar índices de desempenho cada vez melhor.
- Conscientizar a comunidade escolar sobre a importância do estudo para o crescimento interior e autorrealização;
- Acompanhar e analisar sistematicamente os índices de aprendizagem e resultados de avaliações externas;
- Assegurar a permanência dos alunos na escola, com sucesso e efetiva aprendizagem.
- Diminuir os índices de evasão escolar; Aumentar os índices de promoção;
- Acompanhar a contratação de professores pela SEDUC.
- Formar cidadãos críticos e conscientes.
III. INFRAESTRUTURA
OBJETIVOS
GERAIS
- Oferecer uma educação de qualidade a todos.
- Ampliar a oferta dos Programas do (PAE);
- Ampliar e realizar melhoramentos na escola, bem como zelar por sua conservação.
- Manter e conservar o prédio escolar em perfeitas condições de uso.
- Zelar pela organização, limpeza e manutenção da escola.
- Solicitar suporte de infraestrutura e funcionamento de internet, rede e sistema de telefonia.
- Cuidar para que haja periodicamente manutenção e reparos no prédio escolar a fim de se manter a segurança de todos.
METAS: OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Propiciar formas para que todos os envolvidos no processo educativo compreendam sua importância no meio social;
- Manter as atividades dos programas Mais Educação e Mais Cultura em funcionamento;
- Apoiar a realização de melhorias na unidade escolar;
- Garantir proteção integral das crianças e demais funcionários da unidade escolar;
- Desenvolver atitudes de respeito, responsabilidade e cooperação no ambiente escolar;
- Manter em bom funcionamento os sistemas de internet, rede e telefonia e reparando-os quando necessário;
- Manter a escola em boas condições, ampliando e reformando quando se fizer necessário;
IV. FORMAÇÃO CONTINUADA E VALORIZAÇÃO
DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO
OBJETIVOS GERAIS
- Incentivar a formação continuada dos professores.
- Incentivar a capacitação dos profissionais de educação.
- Valorizar atitudes colaborativas diante das necessidades e demandas escolares.
- Internalizar seu papel como cidadão do mundo;
- Elaboração dos planos de trabalho docente de acordo com a Proposta Pedagógica.
- Planejar e coordenar a eficácia da gestão da informação.
- Fortalecer ações de orientação e aperfeiçoamento do fazer pedagógico e administrativo a fim de melhorar da qualidade do ensino.
METAS: OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
- Contribuir para a melhoria da formação pessoal dos professores.
- Resgatar e organizar o saber dos professores sobre as concepções de educação.
- Trabalhar em conjunto, de forma cooperativa e integrada.
- Desenvolver a capacidade critica reflexiva dos envolvidos no processo educativo face às questões político-social-cultural;
- Envolvimento dos docentes com as normas regimentais, disciplinares e pedagógicas da escola.
- Melhorar a qualidade da educação oferecida.
- Orientar quanto à gestão pedagógica e administrativa da escola, bem como as metas e diretrizes estabelecidas na proposta pedagógica.
V. Gestão de recursos e processos
OBJETIVOS
GERAIS
- Aplicar os recursos de forma a buscar resultados satisfatórios.
- Garantir acesso e permanência dos educandos na escola.
- Aperfeiçoar as demandas administrativas e divisão dos serviços com vista a direcionar as ações de atendimento ao público.
- Tornar o sistema de agendamento de faltas mais eficiente.
- Ressaltar a importância da comunidade na identidade da unidade escolar.
METAS: OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Usufruir dos recursos financeiros de modo a buscar melhorias e manutenção da escola.
- Atualizar constantemente lista piloto, levantamento de faltas, busca e justificativa dos responsáveis pelos alunos ausentes.
- Ampliar o número de funcionários destinados ao atendimento às demandas da escola.
- Ampliar a oferta de professores substitutos.
- Tornar a escola um espaço de sociabilidade.
Estes dados se formalizaram por meio de
pesquisas com os pais, alunos, professores, funcionários, reuniões do Conselho
de Escola e APM e por meio de observação direta da equipe gestora da escola,
demonstrando que esta ofertou diversas formas de participação à comunidade,
reflexo da construção de um plano de articulação entre escola e comunidade.
Nas reuniões e nas
pesquisas com os pais observou-se que a maioria aprecia o desenvolvimento do
trabalho pedagógico da escola e tem consciência da importância do envolvimento
da família no processo educativo de seus filhos, no entanto, alegam não terem
tempo para estarem mais presentes no ambiente escolar, mas que gostariam de se
fazerem mais presentes.
Nesse sentido, a escola
tem tentado oportunizar o estreitamento dessa relação – comunidade/escola - por
meio de agendamento de reuniões pontuais com pais, professores, coordenador e
orientador educacional para tratarem de assuntos pertinentes aos seus filhos,
reuniões de pais e mestres bimestralmente, festas e eventos da escola e também
reuniões periódicas do Conselho de Escola e APM para que a comunidade tenha
maior abertura para falar sobre seus anseios, dúvidas, preocupações.
Assim, o diálogo, o
acolhimento, a valorização das informações trazidas pelos pais, a participação
deles na escola, a criação de oportunidades de convivência através de eventos
ou projetos, reuniões ou palestras só tem a fortalecer os vínculos entre
comunidade-família-escola.
Sendo
assim é de fundamental importância enfatizar que, os itens elencados foram pensados
e discutidos em reuniões por todos os diferentes segmentos da escola,
promovendo assim, um ambiente propício à participação de todos, a fim de que se
sentissem responsáveis pelo processo, colaborando com ideias e soluções.
Deste modo, para garantir a participação
efetiva e democrática da comunidade escolar na construção de um PI que sirva
como proposta para articular as ações do Projeto Político Pedagógico da escola,
pode-se dizer nossa escola está
desenvolvendo um trabalho de qualidade, cumprindo seu papel no que diz respeito
a aproximar-se da comunidade, buscando assim, manter um bom relacionamento num ambiente
acolhedor que tenha como objetivo envolver educadores, pais, gestores, funcionários
e toda a comunidade escolar.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRANDÃO,
Carlos da Fonseca. LDB: Passo a Passo:
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), comentada
e interpretada artigo por artigo. São Paulo: Avercamp, 2003.
BRASIL,
Constituição (1988). Constituição da
República Federativa do Brasil. São Paulo: Saraiva, 2006.
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Ministério da Educação e Cultura. Lei nº
9.394 de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da República Federativa do
Brasil. Brasília, DF, v.135, n. 24,20 dez. 1996.
LIBANEO, José Carlos. Organização e gestão da escola 4ª Ed. Goiânia: Alternativa, 2001.
VEIGA, Ilma P. A. Projeto Político
Pedagógico da escola: uma construção possível. (10ª edição). Campinas,
SP: Editora Papirus 2004.
VIANNA, I. O. A. Planejamento Participativo na Escola. São Paulo: EPU, 1986.
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