domingo, 6 de setembro de 2015

AT7. PV - Segunda Seção do TCC 

AVALIAÇÃO DE TODO O TRABALHO REALIZADO - ESCRITA DA SEGUNDA SEÇÃO (CAPÍTULO) DO TCC

Este texto tem por finalidade fazer uma avaliação de todo o trabalho realizado na UME Profª Elza Silva dos Santos – Cubatão/SP no que se refere a implementação do Plano de Intervenção, apontando principais avanços e dificuldades, bem como, como se deu a participação da comunidade escolar, especialmente o Conselho Escolar, tendo como premissa o princípio constitucional de gestão democrática do ensino público.
Considerando que a Gestão Democrática no contexto escolar se caracteriza pela preocupação em organizar ações conjuntas, buscando uma melhor qualidade do ensino, a escolha do Projeto de Intervenção - construção de um novo PPP - justificou-se pela necessidade de atualização de dados condizentes com a realidade da escola e mobilização da comunidade escolar com vista a uma participação mais ativa.
Cabe ressaltar que a elaboração do PPP da escola Profª Elza Silva dos Santos está seguindo as diretrizes e orientações da Secretaria Municipal de Educação de Cubatão, levando-se em conta a participação efetiva dos vários segmentos escolares, consolidando assim, a Gestão Democrática.
As diversas etapas para a construção do Projeto-Intervenção (PI) ocorreram com o propósito de verificar junto à comunidade escolar, por meio de reuniões, pesquisas, debates, diálogos pautados na reflexão coletiva e outras estratégias, não apenas as necessidades da escola, mas também a reflexão teórica sobre os avanços e os desafios, as dificuldades e os obstáculos, os aspectos negativos que ainda se mostraram presentes na instituição de ensino e, portanto, merecem um olhar especial da gestão escolar.
Nesse sentido, a produção do PI vincula-se diretamente ao princípio da gestão democrática, em que a tomada de decisões é um ato de construção coletiva que envolve a equipe gestora, os diversos segmentos da escola e de toda a comunidade escolar. Portanto, construir um Projeto de Intervenção de maneira democrática e coletiva, em compatibilidade com o Projeto Político Pedagógico da escola, requer uma clara reflexão conjunta sobre as possibilidades de adoção de mecanismos de controle, como: execução, monitoramento, participação e avaliação dos resultados.
Embora o princípio da gestão democrática esteja fundamentado na Legislação vigente, as pessoas ainda não estão preparadas para construir uma educação em regime de colaboração, estando a escola, ainda, em processo de construção e conscientização da comunidade escolar acerca dos aspectos referentes à importância do seu engajamento no processo educativo.
Entende-se, pois, que a verdadeira democratização da educação não se configura apenas com a abertura de espaços para a participação da sociedade, é necessário que haja a socialização dos processos por meio de trocas, diálogos, participação, tomada de decisão, discussão, negociação, autonomia e encaminhamento das demandas, a fim de que o sucesso escolar seja reflexo de sua qualidade.
Parece, pois, que o desafio atual é construir uma escola em que a participação dos pais e da comunidade escolar seja realmente efetivada, partindo das experiências e dos debates à prática de ideias que orientem o fazer pedagógico.
Então, para os gestores escolares, que tem como responsabilidade social o exercício da gestão democrática/participativa, numa perspectiva de cogestão, de compartilhamento de responsabilidades, o desafio está exatamente no estabelecimento de práticas de planejamento participativo, na firmação de parcerias, na consolidação da participação dos pais, alunos e funcionários, na efetivação da comunicação e socialização de informações, entre outras atividades, que visem aproximar a comunidade da escola.
Deste modo, a construção do PPP deve passar da teoria à prática, pois este deve ser visto como um processo de trabalho coletivo da escola, devendo ser vivenciado nos diversos momentos e etapas e, reconstruído constantemente, como um processo de permanente reflexão e discussão dos problemas, das propostas; por todos os envolvidos com o processo educativo.
A esse respeito, a proposta desse curso trouxe à luz da discussão o processo de construção do PPP da UME Profª Elza Silva dos Santos – Cubatão/SP, que ao ser analisado, a equipe gestora da unidade sentiu a necessidade de revê-lo, visto que o mesmo estava com o prazo vencido, a realidade não era a mesma descrita no documento, a clientela atendida havia mudado, os projetos elencados não mais faziam parte do cotidiano escolar, a equipe técnica, o grupo de funcionários e professores também não eram os mesmos e, os índices, metas e objetivos apontados também não demonstravam a realidade atual.
Para garantir o perfil coletivo da construção, realizou-se, primeiramente, uma reunião com Conselho de Escola e Associação de Pais e Mestres focada na apresentação dos argumentos apontados acima, na análise do Projeto Político Pedagógico existente na escola, na necessidade de construir um novo documento, na organização de cronogramas para reuniões com os diversos segmentos da escola, no levantamento de sugestões de temas a serem discutidos, no debate com a comunidade acerca de propostas de intervenções e também na proposta de elaboração do Plano de Intervenção.
A organização e acompanhamento das atividades de planejamento na escola levam-nos à reflexão, com base em dados concretos, sobre a necessidade de se conhecer a realidade escolar, a compreensão crítica das causas da existência de problemas, bem como suas relações e suas mudanças, a proposição de ações alternativas, o estabelecimento de metas, de objetivos e de prazos. Ajudam-nos também a visualizar a escola que queremos e como ela se organiza e se articula, para então, promovermos as ações do PI, de maneira planejada e organizada.
Para isso, é importante que todo o processo seja registrado, pois sem o registro perde-se a memória do que ocorreu, prejudicando a continuidade da ação. Assim, é possível verificar se o que foi planejado está realmente sendo feito e para que se possa conhecer as dificuldades e efetuar possíveis correções.
As reuniões, previamente agendadas, sustentadas no diálogo, tiveram como foco a participação efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, o respeito aos processos de tomadas de decisões coletivas, em busca de melhorias na qualidade do ensino oferecido e a garantia de acesso às informações.
Como forma de socializar as informações foi utilizado meios eletrônicos como o facebook e o blog institucional, com o objetivo de criar um espaço que promovesse a interação com a comunidade escolar, compartilhar informações, promover o diálogo, trocar experiências e construir novos conhecimentos. Outro meio que oferecemos como forma de divulgar as ações da escola é o mural, localizado na entrada da escola, onde os textos, atas e encaminhamentos das reuniões são disponibilizados à comunidade que não tem acesso à internet.
Por meio de questionários e entrevistas foi possível analisar e tabular dados como o fazer pedagógico, a frequência, a evasão, o aproveitamento escolar, os índices de aprendizagem, o estabelecimento de metas, os objetivos, o acompanhamento da utilização dos recursos financeiros, a delimitação da missão da escola, aspetos relativos às questões sociais da comunidade, os perfis dos estudantes e dos professores.
Em busca de construir a identidade da escola, por meio de pesquisas, entrevistas e levantamento de dados foi possível obter também informações preciosas a respeito da comunidade local e escolar, da caracterização do município, da criação do bairro e da escola e, do patrono da escola, elementos estes, fundamentais à construção do PPP.
No decorrer das pesquisas, discussões e análises dos processos e procedimentos adotados diagnosticou-se o quão importante é a participação e integração da comunidade escolar, no sentido de direcionar ações com um explícito compromisso definido coletivamente.  
No entanto, nossa comunidade é caracterizada por apresentar baixo nível de escolaridade e alto índice de analfabetismo, por isso, os primeiros encontros aconteceram de forma tímida. Poucos pais expressaram sugestões ou contribuições, por não compreenderem a dimensão do processo educativo. A maioria aguardava o direcionamento das ações por parte dos professores, gestores ou funcionários. Pode-se dizer, porém que a participação da comunidade cresceu de maneira significativa, quando resolvemos alterar a maneira de vê-la. Modificando os instrumentos de verificação, passaram a apontar avanços e poucos aspectos negativos, demonstrando também uma valorização crescente do papel da escola em suas vidas.
Com a finalidade de proporcionar um ensino de qualidade, a comunidade escolar desta UME, juntamente com os Conselheiros de Escola, membros da APM, professores, funcionários e equipe gestora se reuniram em reuniões pontuais para tratar do construção do PI elencando pois, os problemas observados na unidade escolar, estabelecendo prioridades, propondo soluções viáveis e, apresentando metas e prazos.
Assim, ficou definido junto com a comunidade escolar o estabelecimento de cinco categorias para análise.
                   I.          Relação ensino-aprendizagem: Outra questão definida como prioridade pela comunidade escolar foi a garantia de qualidade do ensino oferecido. Dentre os itens elencados, os prioritários foram: alunos com baixo rendimento escolar; distorção de idade-série; insuficiência de professor auxiliar para turmas com alunos com NEE; frequência irregular dos alunos; ausência de devolutivas aos professores quanto aos encaminhamentos e atendimentos de especialistas (fonoaudiólogo, psicólogo, neuropediatra...); carência de professores substitutos para atender a demanda da unidade; escassez de livros didáticos; excesso de transferências e matrículas suplementares e, necessidade de mais tempo para planejamento.
                II.          Infraestrutura: Nossa comunidade escolar apontou necessidades de melhorias na infraestrutura da escola. Essa prioridade se manifestou nos seguintes itens: construção de uma nova cobertura para o bloco C, que foi retirada há um ano, devido ao risco de desabar, sendo que este é o único acesso dos alunos às outras dependências da escola (banheiro, refeitório, quadra, pátio) e quando chove as crianças acabam se molhando; ausência de espaço físico adequado para desenvolver projetos como: Mais Educação, Mais Cultura e Recuperação Paralela; ausência de uma sala ambiente para Arte; proteção com pneus para o jardim do parque, a fim de evitar acidentes com as crianças; revestimento da parede do refeitório com azulejos para facilitar a limpeza e tornar o ambiente mais agradável; adequação do espaço destinado ao recreio, pintar jogos de chão, adquirir jogos para divertimento e pedagógicos, cobertura do ambiente; ausência de almoxarifado, tal fato faz com que todos os materiais que chegam à escola sejam depositados na sala de leitura, tornando-a inacessível; ausência de um departamento responsável pela manutenção do laboratório de informática, o que faz com que a APM da escola tenha que arcar com possíveis despesas e manutenção do prédio em geral: limpeza da calha do pátio, fiação elétrica, ar-condicionado, esgoto, limpeza de caixa d’água, entre outros.
             III.     Formação continuada e valorização dos profissionais da educação: Pensando na importância da formação continuada docente para o exercício da prática pedagógica e, principalmente, para a transformação da mesma, nossa unidade escolar conseguiu oferecer em 2014, duas formações aos docentes, sendo elas “Contação de histórias” e “Distúrbios de aprendizagem x dificuldades de aprendizagem com ênfase na dislexia”. Quanto à valorização dos profissionais da educação, nossa escola, bem como outra escola do bairro está empenhada em protocolar uma solicitação junto à Seduc de gratificação por exercer atividade em local de risco, visto que nossa escola se encontra em um bairro cujo risco social é elevado, esta situada em uma área de difícil acesso, é uma comunidade onde a violência e a venda de entorpecentes são constantes.
             IV.     Gestão de recursos e processos: Numa gestão democrática, as reuniões do Conselho de Escola e APM são espaços privilegiados em que são levantadas e discutidas as necessidades e prioridades para atender adequadamente às exigências do processo educacional. Nesse sentido, os diversos segmentos da escola apontaram como prioridades que interferem diretamente no processo educativo e administrativo: ausência e/ou oscilação constante da internet; problemas com telefonia, que por vezes faz apenas ligações para telefones fixos. Problema considerado grave, pois 90% de nossos alunos só possuem celular para que possamos entrar em contato com seus responsáveis; falta de materiais fornecidos pela Seduc: folhas sulfite, papel higiênico e sabão; escassez de merenda escolar. O que faz com que frequentemente tenhamos que utilizar recursos da APM para adquirir alguns itens.
                V.          Integração Escola-Família: sabe-se que para priorizar a parceria entre a escola e família é necessário estabelecer vínculos com a comunidade escolar, incentivar a participação desta nos órgãos colegiados, no processo de ensino aprendizagem, nas reuniões e nas atividades culturais da escola. E é nesse sentido que estamos reunimos esforços a fim de sensibilizar toda comunidade escolar quanto à importância da participação e envolvimento de todos nas tomadas de decisões.
Assim, a parceria escola-comunidade é indispensável para uma Educação de qualidade, que busque caminhos para a sua melhoria. Portanto, uma escola que almeja atingir seus objetivos educacionais tem que manter uma boa relação entre familiares, gestores, professores, funcionários e estudantes.
Essa relação deve ocorrer no sentido de favorecer a aprendizagem do aluno, promover o bem estar deste na escola e assegurar sua permanência com qualidade na instituição.
Para tal, nossa escola não tem medido esforços para tentar diminuir a distância entre escola e comunidade. Nossas ações estão centradas em estabelecer uma relação mais próxima com as famílias e a comunidade escolar por meio de projetos, reuniões, festas e uma postura de acolhimento às contribuições que a família pode dar.
Assim, em reuniões para tratar da construção do Projeto Político Pedagógico de nossa unidade escolar, conseguimos elencar os objetivos e as metas do Plano de Intervenção, a partir das prioridades levantadas em reuniões anteriores.
Para facilitar a exposição foi utilizada a seguinte estratégia: delimitação das prioridades, seguida dos objetivos e metas.

                            I.     INTEGRAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA
OBJETIVOS GERAIS
  • Incentivar o envolvimento e interação da comunidade, com vistas a uma participação ativa.
  • Mobilizar a comunidade a buscar melhorias para o bairro e vias de acesso junto à administração pública da cidade.
  • Conscientizar a comunidade escolar sobre a importância de sua contribuição para o bem estar da comunidade.
  •  Conscientizar a comunidade sobre a importância da cidadania e da dimensão política.
  • Oportunizar atividades para aproximar pais de alunos e comunidade escolar da escola.
  •  Buscar a participação, envolvimento e interação com a comunidade, permitindo que a mesma utilize e valorize o espaço escolar.
  • Construir um relacionamento harmonioso de forma que os pais percebam a importância de sua participação para a concretização de uma Escola de qualidade.
  • Articular ações do SUS às da educação, de forma a ampliar o alcance e o impacto de suas ações relativas aos estudantes e suas famílias.
METAS: OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Convidar a comunidade a constituírem a APM e Conselho de Escola.
  • Formação de grupos para debater assuntos pertinentes à escola.
  • Levantamento de profissões, habilidades e interesses dos pais para auxiliar a escola em pequenos afazeres.
  • Desenvolver projetos que envolvam a participação de pais e membros da comunidade em atividades práticas da escola.
  • Incentivar a comunidade, com vistas a uma participação ativa nas atividades escolares.
  • Mostrar à comunidade escolar a importância de sua participação nos processos de construção e decisão dentro e fora da escola, pautados na democracia e no bem estar coletivo.
  • Socializar informações por meio de debates, reuniões de pais, C.E. e APM, grupo de estudos,  a fim de que motivem a participação de todo o segmentos escola e comunidade.
  • Fortalecer a participação comunitária nas políticas de educação básica e saúde.
                              II.     RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM
OBJETIVOS GERAIS

  • Trabalhar na criação de condições para que haja um processo de ensino aprendizagem adequado à realidade do aluno, bem como adequá-lo às suas necessidades.
  • Reorganizar os acompanhamentos e organização pedagógica da unidade.
  • Reavaliar constantemente a proposta pedagógica e curricular da unidade para que possam ser desenvolvidas de forma eficaz.
  • Atingir a meta do IDEB da escola, estabelecida para 2015.
  • Corrigir o fluxo de alunos com distorção idade-série.
  • Diminuir índices de repetência, evasão e abandono escolar.
  • Promover uma educação de qualidade.
  • Incentivar e orientar o grupo discente a formar o grêmio da escola.

METAS: OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Elevar a qualidade de ensino oferecida.
  • Alcançar índices de desempenho cada vez melhor.
  • Conscientizar a comunidade escolar sobre a importância do estudo para o crescimento interior e autorrealização;
  • Acompanhar e analisar sistematicamente os índices de aprendizagem e resultados de avaliações externas;
  • Assegurar a permanência dos alunos na escola, com sucesso e efetiva aprendizagem.
  • Diminuir os índices de evasão escolar; Aumentar os índices de promoção;
  • Acompanhar a contratação de professores pela SEDUC.
  • Formar cidadãos críticos e conscientes.

                           III.     INFRAESTRUTURA
OBJETIVOS GERAIS
  • Oferecer uma educação de qualidade a todos.
  • Ampliar a oferta dos Programas do (PAE);
  • Ampliar e realizar melhoramentos na escola, bem como zelar por sua conservação.
  • Manter e conservar o prédio escolar em perfeitas condições de uso.
  • Zelar pela organização, limpeza e manutenção da escola.
  • Solicitar suporte de infraestrutura e funcionamento de internet, rede e sistema de telefonia.
  • Cuidar para que haja periodicamente manutenção e reparos no prédio escolar a fim de se manter a segurança de todos.

METAS: OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Propiciar formas para que todos os envolvidos no processo educativo compreendam sua importância no meio social;
  • Manter as atividades dos programas Mais Educação e Mais Cultura em funcionamento;
  • Apoiar a realização de melhorias na unidade escolar;
  • Garantir proteção integral das crianças e demais funcionários da unidade escolar;
  • Desenvolver atitudes de respeito, responsabilidade e cooperação no ambiente escolar;
  • Manter em bom funcionamento os sistemas de internet, rede e telefonia e reparando-os quando necessário;
  • Manter a escola em boas condições, ampliando e reformando quando se fizer necessário;

                           IV.     FORMAÇÃO CONTINUADA E VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO
OBJETIVOS GERAIS
  • Incentivar a formação continuada dos professores.
  • Incentivar a capacitação dos profissionais de educação.
  • Valorizar atitudes colaborativas diante das necessidades e demandas escolares.
  • Internalizar seu papel como cidadão do mundo;
  • Elaboração dos planos de trabalho docente de acordo com a Proposta Pedagógica.
  • Planejar e coordenar a eficácia da gestão da informação.
  • Fortalecer ações de orientação e aperfeiçoamento do fazer pedagógico e administrativo a fim de melhorar da qualidade do ensino.

METAS: OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Contribuir para a melhoria da formação pessoal dos professores.
  • Resgatar e organizar o saber dos professores sobre as concepções de educação.
  • Trabalhar em conjunto, de forma cooperativa e integrada.
  • Desenvolver a capacidade critica reflexiva dos envolvidos no processo educativo face às questões político-social-cultural;
  • Envolvimento dos docentes com as normas regimentais, disciplinares e pedagógicas da escola.
  • Melhorar a qualidade da educação oferecida.
  • Orientar quanto à gestão pedagógica e administrativa da escola, bem como as metas e diretrizes estabelecidas na proposta pedagógica.

                              V.     Gestão de recursos e processos
OBJETIVOS GERAIS
  • Aplicar os recursos de forma a buscar resultados satisfatórios.
  • Garantir acesso e permanência dos educandos na escola.
  • Aperfeiçoar as demandas administrativas e divisão dos serviços com vista a direcionar as ações de atendimento ao público.
  • Tornar o sistema de agendamento de faltas mais eficiente.
  • Ressaltar a importância da comunidade na identidade da unidade escolar.

METAS: OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Usufruir dos recursos financeiros de modo a buscar melhorias e manutenção da escola.
  • Atualizar constantemente lista piloto, levantamento de faltas, busca e justificativa dos responsáveis pelos alunos ausentes.
  • Ampliar o número de funcionários destinados ao atendimento às demandas da escola.
  • Ampliar a oferta de professores substitutos.
  • Tornar a escola um espaço de sociabilidade.

Estes dados se formalizaram por meio de pesquisas com os pais, alunos, professores, funcionários, reuniões do Conselho de Escola e APM e por meio de observação direta da equipe gestora da escola, demonstrando que esta ofertou diversas formas de participação à comunidade, reflexo da construção de um plano de articulação entre escola e comunidade.
Nas reuniões e nas pesquisas com os pais observou-se que a maioria aprecia o desenvolvimento do trabalho pedagógico da escola e tem consciência da importância do envolvimento da família no processo educativo de seus filhos, no entanto, alegam não terem tempo para estarem mais presentes no ambiente escolar, mas que gostariam de se fazerem mais presentes.
Nesse sentido, a escola tem tentado oportunizar o estreitamento dessa relação – comunidade/escola - por meio de agendamento de reuniões pontuais com pais, professores, coordenador e orientador educacional para tratarem de assuntos pertinentes aos seus filhos, reuniões de pais e mestres bimestralmente, festas e eventos da escola e também reuniões periódicas do Conselho de Escola e APM para que a comunidade tenha maior abertura para falar sobre seus anseios, dúvidas, preocupações.
Assim, o diálogo, o acolhimento, a valorização das informações trazidas pelos pais, a participação deles na escola, a criação de oportunidades de convivência através de eventos ou projetos, reuniões ou palestras só tem a fortalecer os vínculos entre comunidade-família-escola.
Sendo assim é de fundamental importância enfatizar que, os itens elencados foram pensados e discutidos em reuniões por todos os diferentes segmentos da escola, promovendo assim, um ambiente propício à participação de todos, a fim de que se sentissem responsáveis pelo processo, colaborando com ideias e soluções.
Deste modo, para garantir a participação efetiva e democrática da comunidade escolar na construção de um PI que sirva como proposta para articular as ações do Projeto Político Pedagógico da escola, pode-se dizer nossa escola está desenvolvendo um trabalho de qualidade, cumprindo seu papel no que diz respeito a aproximar-se da comunidade, buscando assim, manter um bom relacionamento num ambiente acolhedor que tenha como objetivo envolver educadores, pais, gestores, funcionários e toda a comunidade escolar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



BRANDÃO, Carlos da Fonseca. LDB: Passo a Passo: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), comentada e interpretada artigo por artigo. São Paulo: Avercamp, 2003.

BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Saraiva, 2006.

BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, v.135, n. 24,20 dez. 1996.

LIBANEO, José Carlos. Organização e gestão da escola 4ª Ed. Goiânia: Alternativa, 2001.
VEIGA, Ilma P. A. Projeto Político Pedagógico da escola: uma construção possível. (10ª edição). Campinas, SP: Editora Papirus 2004.
VIANNA, I. O. A. Planejamento Participativo na Escola. São Paulo: EPU, 1986.


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