Este texto tem por objetivo indicar as prioridades do Plano de Intervenção da UME Profª Elza Silva dos Santos – Cubatão/SP, justificando as escolhas, bem como descrevendo como foi o processo de participação da comunidade escolar nessa etapa.
Com a finalidade de proporcionar um ensino de qualidade aos nossos alunos, a comunidade escolar desta UME, juntamente com os professores, funcionários e equipe gestora se reuniram em algumas reuniões pontuais para tratar do assunto em pauta: elencar os problemas observados na unidade escolar, estabelecer prioridades, propor soluções viáveis e, apresentar metas e prazos.
Baseando-se no processo de gestão democrática, a participação dos diferentes segmentos da escola e da comunidade escolar nas reuniões possibilitou analisar os processos, refletir sobre a prática e compreender a realidade escolar.
Assim, ao elaborar esta etapa do plano de intervenção foi possível refletir e discutir sobre as prioridades apontadas, visando à melhoria do trabalho e das relações interpessoais que se fundamentam dentro e fora da escola.
Para que o processo se tornasse mais claro para todos os presentes, ficou definido o estabelecimento de cinco categorias para análise, a saber: 1. Integração escola-família, 2. Relação ensino-aprendizagem, 3. Infraestrutura, 4. Formação continuada e valorização dos profissionais da educação, 5. Gestão de recursos e processos.
Quanto ao item 1, Integração Escola-Família, sabe-se que para priorizar a parceria entre a escola e família é necessário estabelecer vínculos com a comunidade escolar, incentivar a participação desta nos órgãos colegiados, no processo de ensino aprendizagem, nas reuniões e nas atividades culturais da escola. E é nesse sentido que estamos reunimos esforços a fim de sensibilizar toda comunidade escolar quanto à importância da participação e envolvimento de todos nas tomadas de decisões.
No item 2, Relação ensino-aprendizagem, dentre os itens elencados, os prioritários foram: alunos com baixo rendimento escolar; distorção de idade-série; insuficiência de professor auxiliar para turmas com alunos com NEE; frequência irregular dos alunos; ausência de devolutivas aos professores quanto aos encaminhamentos e atendimentos de especialistas (fonoaudiólogo, psicólogo, neuropediatra...); carência de professores substitutos para atender a demanda da unidade; escassez de livros didáticos; excesso de transferências e matrículas suplementares e, necessidade de mais tempo para planejamento.
As prioridade apontadas no item 3, Infraestrutura se manifestaram nos seguintes itens: construção de uma nova cobertura para o bloco C, que foi retirada há um ano, devido ao risco de desabar, sendo que este é o único acesso dos alunos às outras dependências da escola (banheiro, refeitório, quadra, pátio) e quando chove as crianças acabam se molhando; ausência de espaço físico adequado para desenvolver projetos como: Mais Educação, Mais Cultura e Recuperação Paralela; ausência de uma sala ambiente para Arte; proteção com pneus para o jardim do parque, a fim de evitar acidentes com as crianças; revestimento da parede do refeitório com azulejos para facilitar a limpeza e tornar o ambiente mais agradável; adequação do espaço destinado ao recreio, pintar jogos de chão, adquirir jogos para divertimento e pedagógicos, cobertura do ambiente; ausência de almoxarifado, tal fato faz com que todos os materiais que chegam à escola sejam depositados na sala de leitura, tornando-a inacessível; ausência de um departamento responsável pela manutenção do laboratório de informática, o que faz com que a APM da escola tenha que arcar com possíveis despesas e manutenção do prédio em geral: limpeza da calha do pátio, fiação elétrica, ar-condicionado, esgoto, limpeza de caixa d’água, entre outros.
No item 4. Formação continuada e valorização dos profissionais da educação. Pensando na importância da formação continuada docente para o exercício da prática pedagógica e, principalmente, para a transformação da mesma, nossa unidade escolar conseguiu oferecer em 2014, duas formações aos docentes, sendo elas “Contação de histórias” e “Distúrbios de aprendizagem x dificuldades de aprendizagem com ênfase na dislexia”. Quanto à valorização dos profissionais da educação, nossa escola, bem como outra escola do bairro está empenhada em protocolar uma solicitação junto à Seduc de gratificação por exercer atividade em local de risco, visto que nossa escola se encontra em um bairro cujo risco social é elevado, esta situada em uma área de difícil acesso, é uma comunidade onde a violência e a venda de entorpecentes são constantes.
No que se refere ao item 5. Gestão de recursos e processos. Numa gestão democrática, as reuniões do Conselho de Escola e APM são espaços privilegiados em que são levantadas e discutidas as necessidades e prioridades para atender adequadamente às exigências do processo educacional. Nesse sentido, os diversos segmentos da escola apontaram como prioridades que interferem diretamente no processo educativo e administrativo: ausência e/ou oscilação constante da internet; problemas com telefonia, que por vezes faz apenas ligações para telefones fixos. Problema considerado grave, pois 90% de nossos alunos só possuem celular para que possamos entrar em contato com seus responsáveis; falta de materiais fornecidos pela Seduc: folhas sulfite, papel higiênico e sabão; escassez de merenda escolar. O que faz com que frequentemente tenhamos que utilizar recursos da APM para adquirir alguns itens.
Sendo assim é de fundamental importância enfatizar que, os itens elencados foram pensados e discutidos em reuniões por todos os diferentes segmentos da escola, promovendo assim, um ambiente propício à participação de todos, a fim de que se sentissem responsáveis pelo processo, colaborando com ideias e soluções.
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